Renda fixa: pós-fixado, prefixado e IPCA+

Renda fixa é uma família de investimentos em que existe uma regra clara de remuneração. Em geral, você empresta dinheiro para um emissor (governo, banco ou empresa) e recebe juros conforme as condições do produto.

As três formas mais comuns de rentabilidade

Pós-fixado

A rentabilidade acompanha um índice. No Brasil, os mais comuns são Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Exemplos de leitura:

Outros produtos comuns de renda fixa emitidos por bancos:

Para entender as referências:

Prefixado

A taxa é conhecida no início, por exemplo “12% a.a.”. O principal ponto aqui é separar:

  • ganho até o vencimento (se você ficar até o fim, recebe a taxa contratada)
  • preço antes do vencimento (se precisar vender antes, o preço pode variar)

Essa variação antes do vencimento é a marcação a mercado:

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo + taxa (IPCA+) (híbrido)

Combina inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com uma taxa fixa, por exemplo “IPCA + 6% a.a.”. A ideia é buscar ganho real ao longo do tempo.

Riscos mais comuns na renda fixa

Risco de crédito

É o risco de o emissor não pagar. Um título do governo e um título de uma empresa têm riscos diferentes.

Risco de mercado (preço antes do vencimento)

Mesmo na renda fixa, o preço pode oscilar antes do vencimento, principalmente em prefixados e IPCA+.

Risco de liquidez

É a dificuldade de vender ou resgatar quando você quer, ou de fazer isso sem perdas.

Como a taxa do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) entra na história

Quando a Selic sobe:

  • pós-fixados tendem a render mais no curto prazo
  • prefixados e IPCA+ tendem a cair de preço antes do vencimento

Quando a Selic cai, costuma ocorrer o inverso.

Resumo

  • pós-fixado acompanha CDI/Selic
  • prefixado trava a taxa, mas o preço oscila antes do vencimento
  • IPCA+ busca ganho real, mas também oscila antes do vencimento